MPT negocia soluções para problemas trabalhistas no Hospital de Juazeiro
O Ministério Público do Trabalho (MPT) está negociando soluções para os diversos problemas trabalhistas que vêm ocorrendo no Hospital Regional de Juazeiro. Os inquéritos civis instaurados na unidade do órgão no município identificaram situações que precisam ser imediatamente contornadas.
A prioridade no momento tem sido dialogar, já que as maiores dificuldades apontadas em investigações envolvem a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), as Obras Social Irmã Dulce (Osid), contratadas para administrar a unidade de saúde pública, e o SindSaúde, um dos sindicatos de trabalhadores. Em julho, por exemplo, questões diversas, como atrasos de salários, denúncias de assédio moral, não pagamento de pisos, falta de condições de saúde e segurança, entre outras questões, foram debatidas em uma audiência para facilitar uma solução global e integrada.
Uma nova audiência será realizada nos próximos dias para que os gestores da unidade possam apresentar informações solicitadas pelo MPT e justificativas para ainda não ter havido a ampliação da quantidade de profissionais para cada área e consequente redução da sobrecarga, medidas que já estão pactuadas com a Sesab e as Osid. Além do MPT, o Ministério do Trabalho e Emprego tem participado das negociações. Nesse novo encontro, também deverão estar presentes sindicatos de trabalhadores de outras bases, como o de enfermagem e o de fisioterapia. As imagens divulgadas são apontadas pelo MPT como graves e serão objeto de debate já neste próximo encontro com os gestores da unidade, que terão oportunidade de apresentar sua versão dos fatos.
No último encontro entre os representantes de todos os envolvidos na gestão e no trabalho no Hospital Regional de Juazeiro, o ponto principal em análise foi a pequena quantidade de profissionais frente à demanda da unidade. Isso teria sido enfrentado parcialmente com ao aumento da capacidade de atendimento em 100%, o que, entretanto, ainda não resolve a questão. Algumas medidas já vêm sendo adotadas, como a instalação de condicionadores de ar. Havia também a promessa de contratações para reforçar a equipe de enfermagem. Outros temas também foram discutidos, como a superlotação do hospital, os pagamentos de salários abaixo do piso das categorias representadas pelo SindSaúde, agressões a profissionais, falta de espaços para repouso e de pausas de descanso.