MPT faz audiência sobre impactos do clima no ambiente de trabalho

Empregadores e gestores municipais se encontram nesta quinta-feira às 10h no Ministério Público do Trabalho (Corredor da Vitória) para falar sobre os impactos que mudanças climáticas vêm causando ao trabalhador.

Empresas do setor de transportes e da construção civil e 20 dos maiores municípios baianos participam da audiência coletiva Impactos das Mudanças Climáticas no Meio Ambiente de Trabalho, das 10h às 12h, na sede do MPT – Av. Sete de Setembro, 2.563. A iniciativa faz parte de projeto de atuação nacional do MPT e terá desdobramentos em procedimentos para acompanhar a adoção de medidas para enfrentar os riscos à saúde física e mental que eventos climáticos intensos, como calor excessivo, chuvas intensas e outras situações causam na saúde física e mental de alguns grupos de trabalhadores.

O objetivo do MPT é promover o diálogo social sobre um cenário de risco à saúde e à segurança de pessoas que estão expostas por causa de seu trabalho. A estratégia para trazer esse recente conceito de prevenção à sociedade foi selecionar empresas e municípios com maior representatividade. Foram convidados gestores dos 20 maiores municípios em termos populacionais da Bahia. Também foram convidadas 20 empresas, metade da área de transporte e metade da construção, escolhidas pelo critério de maior número de trabalhadores. Após a audiência, o projeto vai se desdobrar em acompanhamento e fiscalização da implantação de medidas para enfrentar os impactos climáticos no meio ambiente de trabalho. A audiência é aberta à participação de demais interessados no tema.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta prejuízos globais de até US$2,4 trilhões decorrentes do calor extremo. No Brasil, entre 2014 e 2023, foram perdidas cerca de 6,2 bilhões de horas de trabalho. Entre as medidas, há mudanças simples como priorizar horários mais frescos, restringir atividades nos períodos de maior calor, garantir hidratação constante e oferecer áreas sombreadas adequadas. Já em ambientes internos, o empregador deve garantir o isolamento de fontes de calor. Em escritórios, é possível rever códigos de vestimenta e possibilidade de trabalho remoto em situações extremas. Além disso, há preocupação em levar o assunto para as negociações coletivas entre empregadores e trabalhadores, para que o tema passe a constar das convenções e acordos firmados.

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