Formação de jovens vigilantes consolida projeto de aprendizagem na Bahia

A Bahia vem consolidando a liderança na adoção da aprendizagem profissional no setor de vigilância, rompendo um tabu que durante anos dificultou o cumprimento da cota prevista em lei para formação e capacitação.

Esta semana 40 novos vigilantes foram formados na primeira etapa do curso oferecido em sistema escalonado para novos profissionais entre 21 e 23 anos. Custeado por diversas empresas e executado pela Escola baiana de Formação de Vigilantes, o curso é fruto da articulação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Superintendência Regional do Trabalho da Bahia com as empresas e sindicatos do setor para viabilizar um programa continuado de formação para o cumprimento da cota legal de aprendizes em cada empresa.

O MPT foi representado na solenidade de formatura pela procuradora Adriana Campelo, responsável pelo acompanhamento e uma das articuladoras do projeto, junto com a auditora do trabalho Taís Arruti. “Essa é uma construção coletiva. O MPT e a SRT-BA apenas são facilitadores que reuniram empresas, sindicatos e centros de formação para que todos pudessem contribuir com ações concretas”, afirmou a procuradora do MPT. No evento, 40 jovens entre 21 e 23 anos concluíram a parte teórica, com 200 horas, e passam agora a cumprir as outras 200 horas com prática em postos de trabalho quatro dias por semana e um dia dedicado a aulas na sede da empresa formadora.

Os custos com a capacitação e a bolsa de aprendiz estão sendo cobertos pelas empresas. Outros 40 aprendizes se formam na próxima semana e passarão à segunda etapa com prática em postos de trabalho. Para Silvio Oliveira, gestor da escola de formação e diretor do sindicato das empresas de vigilância da Bahia, “Os sindicatos e as empresas brasileiras querem criar um projeto como o da Bahia, que tem se mostrado eficiente e atende tanto às necessidades das empresas de cumprimento da cota quanto da sociedade, no sentido de garantir acesso de jovens ao mercado de trabalho”.

A oferta de vagas de aprendizes em empresas de segurança é uma exigência legal prevista na Lei de Aprendizagem profissional, mas sempre enfrentou resistência por parte dos empregadores. Desde 2022, com a articulação feita pelo MPT e a SRT, o setor no estado vem promovendo capacitação e garantindo o pagamento das bolsas aos aprendizes, que neste caso precisam ter mais de 21 anos. Como o aprendiz tem que concluir a formação com até 24 anos, são aceitos candidatos com até 23 anos recém-completados. O setor vem comemorando os resultados dos cursos já realizados, com alto índice de aproveitamento a demanda cada vez maior de jovens interessados.

Formatura reuniu autoridades na sede da empresa formadora dia 6 de maio
Formatura reuniu autoridades na sede da empresa formadora dia 6 de maio

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